Certificação avalia procedimentos, instalações, processamento, armazenamento e distribuição para assegurar o atendimento aos requisitos islâmicos
O frango é uma espécie permitida para o consumo segundo os princípios islâmicos. Isso, porém, não significa que todo produto de origem avícola possa ser automaticamente considerado Halal.
Para receber essa classificação, a produção precisa atender a requisitos específicos relacionados ao manejo, ao abate, ao processamento e à preparação do alimento. O controle também deve evitar contato ou contaminação com substâncias e produtos considerados não permitidos.
O processo envolve diferentes pontos de atenção:
• origem e condições do animal;
• manejo e bem-estar animal;
• procedimento de abate conforme os requisitos islâmicos;
• higiene das instalações e dos equipamentos;
• segregação entre produtos Halal e não Halal;
• controle de ingredientes, temperos e aditivos;
• armazenamento, transporte e distribuição;
• rastreabilidade e documentação dos processos.
A certificação Halal tem a função de verificar essas etapas por meio de análises, auditorias e acompanhamento dos procedimentos adotados pelas empresas. Dessa forma, oferece ao consumidor maior segurança sobre a conformidade do produto.
O controle também se aplica aos produtos processados. Cortes temperados, empanados, refeições prontas, embutidos e outros alimentos à base de frango podem conter ingredientes ou aditivos cuja origem precisa ser avaliada.
A identificação de uma certificadora Halal reconhecida na embalagem ajuda consumidores, importadores e distribuidores a verificarem se o produto foi submetido a um processo formal de avaliação.
Para a indústria avícola, a certificação representa um instrumento de confiança, diferenciação e acesso ao mercado Halal. Mais do que atender ao momento do abate, ela demonstra o compromisso da empresa com a conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva.
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Fonte: The Halal Times
Adaptação: Assessoria de Imprensa SIILHalal