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Comunidade árabe é 6% da população brasileira, diz pesquisa

Comunidade árabe é 6% da população brasileira, diz pesquisa

Levantamento inédito encomendado pela Câmara Árabe concluiu que 11,61 milhões de árabes e descendentes vivem no Brasil. A pesquisa também apontou que 45% da comunidade pertence às classes A e B.

Em levantamento inédito, a Câmara de Comércio Árabe Brasileira divulgou nesta quarta-feira (22) pesquisa que apontou que 6% da população brasileira é formada por árabes e descendentes. A ‘Pesquisa Nacional Exclusiva sobre Árabes no Brasil’ foi feita pelo Ibope Inteligência em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas e apurou que 11,61 milhões de pessoas que vivem no Brasil atualmente fazem parte da comunidade árabe. O levantamento foi divulgado para marcar os 68 anos da Câmara Árabe.

Os dados gerais da pesquisa, como o número de árabes e descendentes e suas origens por país, foram coletados pelo Ibope Inteligência e apresentados pela CEO do instituto, Márcia Cavallari Nunes, no evento virtual. As entrevistas à domicílio foram feitas em 2.002 lares em 143 municípios brasileiros entre 1 e 15 de outubro de 2019. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, a população árabe no Brasil pode variar de 9,52 milhões a 13,69 milhões de pessoas.

Dentre os 22 países árabes, os entrevistados se identificaram como sendo de 12 nacionalidades diferentes. Os libaneses somaram 27% dos entrevistados, os sírios 13%, marroquinos 6%, sauditas 6%, egípcios 5%, palestinos 5%, argelinos 3%, jordanianos 3%, líbios 3%, somalis 3%, barenitas 1% e cataris 1%. Outros 25% não identificaram uma nacionalidade árabe específica. “Importante dizer que para concluirmos se a pessoa era árabe ou descendente, ela passou por quatro filtros específicos na pesquisa. Somente se passou em pelo menos um deles, foi considerada árabe ou descendente”, explicou a CEO do Ibope.

A maior parte da comunidade árabe brasileira é formada por homens, que respondem por 60% do total. A faixa etária é bem distribuída, segundo Nunes. Aqueles com até 15 anos representam 16%, de 16 a 24 anos são 17%, de 25 a 34 anos são 15%, de 35 a 44 anos são 18%, e de 45 a 54 anos são 15%. E as pessoas de 55 anos ou mais somam 20%.

No quesito religião, o censo apurou que 43% dos descendentes e árabes se declaram como católicos, 18% deles são evangélicos ou protestantes, outros 16% são islâmicos ou muçulmanos e 23% se identificou como sendo de outra religião ou, ainda, sem religião.

Essa população se distribui ao longo de todas as regiões do território brasileiro. Segundo a pesquisa, 39% dos árabes residem na região Sudeste, 32% na região Nordeste, na região Sul estão 17% deles, outros 6% moram na região Norte e 5% deles na região Centro-Oeste.

Outro dado relevante é o da classificação socioeconômica. Os dados mostram que 45% da comunidade pertence às classes A e B, 41% está na classe C e outros 13% nas classes D e E. “Através de perguntas de bens e escolaridade conseguimos estimar a classe das pessoas. E mostrar que essa distribuição em termos de classe social é muito superior à da população brasileira. A população brasileira não é constituída por 45% de pessoas de classe A/B. Temos uma população brasileira muito mais concentrada na classe C, D e E. Isso é um grande diferencial dos residentes árabes no Brasil, uma classe social muito mais elevada”, afirmou Nunes.

Em relação à estimativa da proporção de islâmicos e muçulmanos entre os árabes no Brasil, a pesquisa projetou esse dado utilizando os 16% dos entrevistados que se declararam muçulmanos. Com essa porcentagem, a pesquisa chegou a 1,9 milhão de pessoas da comunidade árabe no Brasil que se declaram muçulmanos, e representam, portanto, 1% da população brasileira.

No evento virtual, também a diretora da H2R Pesquisas Avançadas, Alessandra Frisso, apresentou dados aprofundados da pesquisa, englobando cultura, tradição e comportamento da comunidade árabe brasileira, e levantados a partir de 803 entrevistas. Ainda falaram no evento o presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, o presidente do Conselho de Orientação da entidade, Walid Yazigi, e o secretário-geral da instituição, Tamer Mansour, além do decano do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil e embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben, o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, em vídeo gravado. Além disso, descendentes de árabes que se destacam em suas áreas de atuação enviaram depoimentos por vídeo.

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