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Certificação halal deveria ser padronizada

Certificação halal deveria ser padronizada

Afirmação é do secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour. Ele participou de evento internacional online sobre o mercado halal promovido pela Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura Islâmica nesta quarta-feira (22).

A certificação halal deveria ser padronizada para todos os países islâmicos que compram carnes do Brasil. A afirmação foi do secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour, que participou do evento virtual internacional “Qualidade x Quantidade: Aprimorando a cadeia de valor de alimentos halal” promovido pela Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura Islâmica (ICCIA, na sigla em inglês) na manhã desta quarta-feira (22).

Halal é todo alimento próprio para o consumo de muçulmanos, e o Brasil é o maior exportador de carnes halal do mundo. Mansour afirmou que existem muitos padrões diferentes de certificação para os exportadores brasileiros atenderem nos diferentes países muçulmanos, como Egito, Malásia, Indonésia, e os países do Golfo Árabe, e que deveria haver uma uniformidade entre as certificações halal para todos os países. “As regras islâmicas deveriam ser unificadas para todos os países muçulmanos”, disse.

Mansour disse que as empresas brasileiras querem vender para esses países, mas com as altas demandas da China por carne bovina e de frango do Brasil desde o fim do ano passado, os frigoríficos tendem a priorizar o gigante asiático, que não tem tantas exigências.

“Sendo um país não muçulmano, temos que explicar para o empresário brasileiro e fazê-lo entender a importância do halal, seu valor agregado, e o procedimento mais simples seria a unificação das regras para certificação. Para o produto final, o mais importante é que toda a cadeia de produção seja halal e é sobre isso que estamos falando para melhorar o halal no Brasil”, disse. “Essa conversa é muito importante porque somos um grande fornecedor mas não somos um país muçulmano”, disse Mansour sobre o Brasil.

O secretário-geral lembrou que o mercado de alimentos halal movimentou US$ 1,36 trilhão em 2018 e que é um dos que mais cresce no mundo, com uma estimativa de rendimento de US$ 1,97 trilhão para 2024. “Temos muito interesse nesse mercado porque 33% das proteínas halal produzidas no País vai para os países muçulmanos e 18% das proteínas halal no mundo são importadas de empresas brasileiras”, disse. Ele também mencionou que a Câmara Árabe está trabalhando junto à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) para fazer um estudo sobre segurança alimentar.

Participaram do webinar também o conselheiro de pesquisa e tecnologia da Organização Islâmica para Segurança Alimentar (IOFS), Ismail Abdelhamid; o secretário-geral do Instituto de Normas e Metrologia para Países Islâmicos (SMIIC), Ihsan Övüt; o CEO dos Serviços de Certificação Halal da Câmara Islâmica, Ashraf El Tanbouly; e o consultor de negócios internacionais e chefe do Comitê Halal da Câmara de Comércio da Indonésia (Kadin), Mufti Hamka. A mediação foi da diretora de relações internacionais da ICCIA, Aalia Jafar.

Övüt também falou sobre a importância da padronização aplicável para todos os países, na certificação e também na acreditação halal. Abdelhamid falou sobre os desafios enfrentados para garantir a segurança alimentar nos países islâmicos. El Tanbouly falou sobre as tecnologias utilizadas para garantir a segurança alimentar neste momento de pandemia. Hamka falou sobre a nova lei que a Indonésia pretende implementar, exigindo certificação halal a todos os alimentos.

Assista ao seminário online completo abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=UbMMopuuag4

Fonte: ANBA

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