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Ministra pede reabilitação de frigoríficos de frango

Ministra pede reabilitação de frigoríficos de frango
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, negociou com autoridades sauditas a realização de inspeções para possível reabilitação de unidades que tiveram exportações para o país suspensas em janeiro. Ela acertou também detalhes finais para reabertura do mercado de carne bovina no Kuwait.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, pediu a autoridades sauditas a reabilitação de plantas de carne de frango brasileiras que foram retiradas em janeiro da lista de unidades que podem exportar ao país árabe. Tereza Cristina esteve em Riad segunda (16) e terça-feira (17), como parte de missão oficial a quatro países árabes, e nesta quarta-feira (18) teve reuniões com autoridades do Kuwait, onde finaliza acordo para reabertura do mercado de carne bovina.

A ministra falou sobre os dois temas em coletiva de imprensa para a imprensa kuwaitiana e a ANBA na Cidade do Kuwait. “Nós pedimos a retirada da suspensão de quatro plantas que foi feita lá atrás”, explicou Tereza Cristina, sobre a exportação de frango aos sauditas. Segundo ela, a Arábia Saudita ficou de enviar uma missão técnica para fazer a verificação destas plantas de abate em novembro deste ano.

O governo saudita suspendeu as exportações de alguns frigoríficos brasileiros em função de divergências no método de abate halal. Os sauditas querem que o animal seja morto na degola e que não seja feito o choque, que atordoa as aves antes que morram. “O processo halal sempre esteve de acordo com o padrão, só que eles mudaram, passaram a exigir que não se fizesse a insensibilização do frango, que tivesse um abate sem choque”, explicou à ANBA o diretor-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

A conversa da ministra sobre o tema com a Saudi Food and Drug Authority (SFDA) era uma demanda do segmento. Segundo Tereza Cristina, os sauditas também querem que as empresas brasileiras produzam e processem carne de frango na Arábia Saudita. “Já há duas empresas que estão, uma bem avançada para vir para cá, para Arábia saudita, e a outra no início de conversação”, afirmou a ministra, sem dar nomes. Os sauditas produzem 50% do frango que consomem e querem chegar a 70% de produção local, segundo Tereza Cristina.

No Kuwait, a ministra negociou detalhes finais da abertura do mercado de carne bovina para o Brasil, que está suspenso desde 2013, em função de um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina, o mal da vaca louca, ocorrido no Paraná no final de 2012. Os demais países que suspenderam as importações voltaram a comprar do mercado brasileiro, mas o Kuwait ainda não abriu novamente o seu mercado.

Ela discutiu com a área de segurança dos alimentos da Food Safety da Public Authority for Food and Nutrition (PAFN) a emissão do certificado sanitário para o produto. Segundo a ministra, falta apenas um pequeno ponto, 98% do certificado já está pronto e acordado entre as partes. Ela acredita que ainda nessa semana o mercado seja aberto. O mercado kuwaitiano de carne bovina é de US$ 150 milhões por ano, segundo o embaixador do Brasil no Kuwait, Norton de Andrade Mello Rapesta.

A ministra pediu ao Fundo Kuwaitiano para o Desenvolvimento Econômico Árabe (KFAED) que coloque recursos em um programa voltado para a pequena agricultura no Nordeste brasileiro. O programa será lançado ainda este ano e a solicitou pediu que o fundo empreste US$ 50 milhões para que ele seja viabilizado de forma robusta. O programa envolve nove cadeias produtivas. “É para tirar esse pessoal da linha da pobreza e colocá-los no sistema de produção”, explicou Tereza Cristina.

A ministra anunciou ainda que o Brasil poderá passar a exportar mel para o Kuwait e que discutiu a abertura do mercado de pescados. Ocorreram conversas ainda sobre cooperação técnica e científica em apicultura. “A minha visita aqui foi para, olho no olho, dizer que o Brasil é um bom parceiro, que mantém uma amizade com o Kuwait há muitos anos e que nós gostaríamos de ampliar as nossas relações de amizade e também comerciais, de cooperação científica em todos os campos da agropecuária brasileira”, disse.

Fonte: ANBA

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